Dia Internacional Contra a LGBTQFOBIA

por maio 17, 2021Blog, Extras2 Comentários

Olá, Invocadores!

Estamos aqui mais um ano participando do Dia Internacional contra a LBTQFOBIA, ou IDAHOTB.

Hoje celebramos o dia em que a OMS retirou a homossexualidade como um disturbio mental, também usamos esse dia para mostrar nosso orgulho de participar dessa comunidade e em apoiá-la.

“Mas por que não existe orgulho hétero?”

Isso é algo muito simples de ser respondido… não existe necessidade para isso! Ter orgulho de fazer parte da comunidade LGBTQ+ não significa que nos orgulhamos de ser “diferentes”, mas sim que apesar de toda essa dificuldade e preconceito que nos é impostos, temos orgulho de levantar a cabeça e seguir lutando!

Você pode com certeza ter orgulho de ser quem você é, mas as pessoas da comunidade LGBTQ+ enfrentam a dificuldade diária do preconceito que existe há centenas de anos.

As pessoas que não fazem parte dessa comunidade nunca saberão o que é ter medo de andar de mãos dadas com outra pessoa do mesmo sexo que você no meio da rua, elas nunca saberão o que é ter medo de ser quem você é perto das pessoas que você ama por medo de como elas vão agir, elas nunca saberão o que é viver em um mundo onde ser quem você é pode ser considerado um crime e ainda julgado como pena de morte.


Ano passado eu fiz uma publicação explicando as bandeiras LGBTQ+ que a Riot lançou como ícones de invocador no League of Legends, além de algumas recomendações de canais no youtube que vocês poderiam acompanhar para aprender mais sobre o assunto.

Porém, esse ano estarei falando sobre a causa LGBTQ+ no Runarcana RPG, mas antes disso um pequeno aviso:

Você, preconceituoso, não é bem-vindo aqui!

Desde sua criação, o Runarcana RPG busca ser algo inclusivo e que apoia a diversidade, não toleramos qualquer tipo de preconceito dentro de nossa comunidade.

Sabemos que ninguem nasce sabendo e que muitas vezes o preconceito é simplesmente um reflexo da falta de informação, logo, antes de sair distribuindo o “Martelo do Ban” buscamos informar a pessoa e tentar fazê-la entender que o preconceito incomoda e que se você está machucando outra pessoa, seja pela fala ou atos físicos, por que fazê-lo?

Claro, isso pode variar de caso pra caso.

Aqui está um artigo que escrevi ano passado em relação à história da luta LGBTQ+ e explicando cada letra da sigla, o que pode ajudar você a combater qualquer tipo de preconceito internalizado que você possua por falta de informação:

Mês do Orgulho LGBT

Uma Escrita Diversificada

Infelizmente na língua portuguesa não existe nenhum tipo de pronome neutro que podemos utilizar, o que nos traz muita dificuldade no momento de escrever alguns textos do livro de Runarcana, onde o gênero não é algo relevante…

Por conta disso tentamos escrever de uma maneira em que não estamos falando de um genêro, mas sim de um grupo de pessoas ou criaturas fantásticas.

Além disso, em muitos casos escrevemos no gênero feminino, que pode não ser a forma com a qual a maioria está acostumada, mas nos auxilia a combater a premissa de que o gênero masculino é “superior” pelo emprego majoritário que existe na escrita de modo geral.

Tradicionalmente, se usa o gênero masculino para se referir a qualquer agrupamento ou coletivo, isso internaliza o gênero masculino como um gênero neutro, quando isso não é a realidade, a língua não possui em sua estrutura inicial um gênero neutro comum.

No entanto, a língua portuguesa em si é uma derivação de línguas anteriores à ela e fruto da adaptação a realidade em que ela está inserida, o que significa que é completamente plausível a inserção de um gênero neutro na mesma.

O português deriva indiretamente do latim, que desde a antiguidade possuia um gênero neutro, estamos falando de uma língua morta que ainda assim é mais inclusiva que uma língua que está viva e influenciando e moldando a vida de milhões de pessoas diariamente.

Nossa língua é viva, não está morta, quantos estrangeirismos já não são adimitidos regularmente? Quantos desvios de norma culta já não são tidos como normais? Se analisarmos a língua portuguesa nos últimos 200 anos, veremos que ela se transformou durante esse tempo, se adequando à sociedade que a utiliza.

A inserção e utilização de um gênero neutro não representa nada para a língua, mas pode representar tudo para aqueles que se sentem finalmente acolhidos, abraçados e representados pelo idioma em que eles falam, não tendo a necessidade de utilizar de outro idioma estrangeiro para se sentir bem consigo.

Runarcana e a Diversidade

O Runarcana é formado pela diversidade, nasceu como Runeterra RPG pelas mãos de um homem branco cis hétero, trazendo em si o fruto de anos de uma vivência não se importando com a causa LGBTQ+ por não fazer parte dessa vivência.

Com a minha chegada (Luke Nitole, um homem branco gay), isso passa a fazer parte do conjunto de vivências que moldaram o que viria a ser o Runarcana RPG pela abertura que existia graça a conscientização gerada pela luta de milhões de pessoas que vieram antes de mim e pelas pessoas que ainda lutam diariamente.

Infelizmente nem todas as pessoas brancas cisgêneros em posição de privilégio estão abertas à experiência em aceitar o novo em sua vivência, que é tão antigo quanto qualquer coisa ja normalizada.

O Runarcana RPG é atualmente fruto de várias interações dessas vivências, sempre pautadas pelo respeito e aceitação dessas diferenças, além de uma atitude de acolhimento ao que precisa ser acolhido e nutrido para alcançar o resplendor de toda a miríade de cores da diversidade.


Esperamos que você, LGBTQ, que busca por um lugar onde você possa se expressar sem o medo de represália ou preconceito, sinta-se a vontade de se juntar a nós, aqui a sua “diferença” é respeitada como ela deve ser, como algo tão comum quanto um amanhecer ensolarado.

2 Comentários

  1. Carlos

    Por que o livro não contém a linguagem neutra? Você defendeu ela no artigo e não colocou em pratica no pdf.

    Responder
    • Luke Nitole

      Como foi escrito no artigo, infelizmente não existe nenhum pronome neutro na língua portuguesa ainda, e a linguagem neutra existente não é algo formalizado ou até mesmo sólido. Muitas pessoas tentam criar uma normalização do que seria a linguagem neutra, mas não há uma concordância em relação aos pronomes (como elu/delu ou ile/dile), por conta dessa instabilidade não da pra escrever algo que pode ser alterado daqui uma semana, mês ou ano…

      Responder

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