Visitando a Tecmaturgia: Shurima

por jun 27, 2021Blog, hexcriba0 Comentários

Quando comecei essa série, não tinha noção de que acabaria demorando tanto para escrever cada parte da mesma, achei que seria um pouco mais rápido. O que tem atrasado um pouco isso tudo é justamente todo o resto do que envolve essa série de artigos: Runarcana RPG.

Do último artigo da série para esse, uma série de coisas novas foram lançadas, inclusive o Runarcana RPG 0.92, uma revisão geral do sistema além de novos conteúdos, encaminhando tudo para o plano futuro de alcançar o 1.0, o momento onde o sistema estará já dimensionado da melhor forma e (esperamos) equilibrado a ponto de não necessitar de uma revisão tão cedo.

Para esse artigo, a escolha foi feita em live, caso você não saiba, eu faço lives frequentemente em live.arddhu.me e na live pedi aos espectatores qual deveria ser a próxima nação/região a fazer parte dessa série. Shurima venceu então vamos primeiramente falar um pouco sobre essa região que outrora foi o maior império conhecido.

Antes de entrar no artigo propriamente dito, caso você goste do trabalho que desenvolvo, você pode me apoiar através do apoia.se/arddhu com qualquer quantia, recebendo recompensas proporcionais a quanto você puder me apoiar, mas chega de enrolação!

Quando tomamos Shurima como base para a Tecmaturgia, temos que levar em consideração seu estado único na história de Runeterra, um império do passado que teve talvez a mais alta glória, para sucumbir em uma tarde, no qual a capital foi destroçada e o Disco Solar caiu do céu.

O Disco Solar de Shurima é uma relíquia colossal de tempos imemoriais, através de um trabalho conjunto com Targonenses e Ixtaeleses, esse artefato foi criado para canalizar a energia divina do Sol, direcionando-a aos escolhidos para se tornarem guerreiros-deuses, os Ascendentes.

Shurima possui por si só muita magia em sua sociedade, em especial em sua mais nova encarnação, que surge com a ressurreição de Azir, o último imperador das areias. Renovada e em reconstrução do império, Shurima conta com uma história antiga riquíssima, mas que em muitos casos está escondida sob toneladas de areia.

Todos esses aspectos podem parecer não fortalecer a tecmaturgia nessa região, mas o fato é que deuses caminhavam entre os mortais e portavam tecnologia mágica de imenso poder, portanto é lógico assumir que a tecmaturgia fez parte dessa civilização antes da mesma ser espalhada pelas areias do grande Sai. 

Shurima.

Antes do retorno do Imperador, os tecmaturgos sobreviviam nas areias causticantes em sua maioria usando espólios de tumbas e restos de tecnologia da época do Disco Solar, alguns poucos utilizavam os mercados para ter acesso a componentes de diversas regiões do mundo. Com o retorno do Imperador e do império, além do retorno de grandes estudiosos, isso já está mudando drasticamente.

Construtos

Extremamente comuns no passado, na atualidade Shurima os construtos voltaram a aparecer com mais expressividade. Se no passado eles normalmente serviam aos nobres e em especial aos Ascendentes, atualmente muitos construtos foram reanimados na areia com a volta do Disco Solar. Alguns deles sabem de sua dependência dessa fonte e tem buscado formas de não mais depender disso, embora a maioria ainda esteja tentando se adequar a uma realidade onde não mais são servos.

Além dos construtos de areia invocados pelo próprio imperador e por seus discípulos capazes de animar a areia temporariamente, alguns construtos do passado também tem esse material tão abundante em sua composição. Outros construtos são feitos com rochas sólidas ou até mesmo arenito, com madeira sendo usada em alguns casos mas metal na maioria das vezes.

Os construtos Shurimanes antigos podem possuir algum anacronismo crônico, mas não possuem uma unicidade quanto a lealdade a Azir, com alguns ainda ressentidos pelo fato de terem sido servos enquanto outros não veem a hora de voltarem a servir. Alguns novos construtos têm aparecido, seja por novos experimentos, novas interações do Disco Solar com o ambiente ou mesmo como parte de tropas produzidas para uma vindoura guerra entre guerreiros-deuses.

Não é estranho que construtos Shurimanes sejam moldados à imagem e semelhança de Ascendentes e heróis do passado. Em alguns casos, alguns desses construtos realmente serviram a esses Ascendentes ou mesmo sofreram nas mãos dos Darkin, se libertando quando essas criaturas tomadas pela vilania e pela loucura foram aprisionadas.

Alguns outros construtos foram incumbidos de proteger determinadas construções do passado, como tumbas, bibliotecas, reservas de alimentos, entre outras tarefas. Alguns desses sobreviveram ao tempo e trazem traços de estilo claramente pertencentes a uma outra época. Não são poucos os construtos que apresentam traços espectrais, como uma energia bruxuleante que os anima.

Dispositivos

Agulheira: Comuns no passado de Shurima, as bestas sempre foram armas pertencentes a soldados e nobres, com projetos belos e leves, suas linhas simples normalmente douradas buscavam trazer em si uma referência aos raios de sol. Uma agulheira antiga pode ter o aspecto da boca de uma serpente que dispara os projéteis, enquanto uma mais recente, poderia ter influências piltovenses com linhas ainda mais simples e uma aparência não tão adornada, similar a um cano com mecanismos e engrenagens visíveis, feitas para rápida manutenção em especial para tirar areia da mesma.

Arma de Elixir: Uma arma de Elixir shurimane tem uma aparência comum, similar a um lança-granadas que dispara frascos com líquidos preparados. Talvez uma delas possua um mecanismo retirado de uma tumba antiga que anteriormente arremessava frascos de ácido em saqueadores desavisados, mas agora convertida para disparar essas cápsulas cristalinas, talvez seja feita de forma a lembrar uma ampulheta pela qual é possível ver a areia correndo como se fosse líquida.

Cajado Tecnomante: Olhe na mão do Imperador, aquilo é estilo do antigo Império, elegância e função, além de servir para apoio em caminhadas, seu desenho permite que seja quase impossível de se imaginar que dele é possível que raios sejam projetados. Não é estranho e nem incomum que adornos homenageando o Disco Solar façam parte desses objetos.

Drone Coruja: Falcões homenageando Azir são comuns por Shurima, dessa forma, falcões metálicos unindo latão, ouro e bronze não seriam estranhos e funcionam perfeitamente mesclando-se ao ambiente. Quando estacionários, passam perfeitamente por estátuas adornadas homenageando se não o imperador, uma figura animal clássica e tradicional de Shurima. Abutres também não seriam estranhos e até mesmo Corujas.

Égide Pneumática: Extremamente incomuns em shurima, os escudos não fazem parte do material bélico tradicional dos shurimanes. Ainda assim, no caso dos poucos que existem, fazem clara menção ao disco solar aproveitando do formato natural para formar um escudo. Com funcionamento mágico, as habilidades normalmente exibem raios amarelados quando utilizadas.

Haste de Propulsão Eletromagnética: As armas de haste são o padrão mais claro entre os Shurimane. Uma lança de aparência similar à dos exércitos imperiais, mas capaz de disparar raios que se assemelham a rajadas direcionadas de energia solar. Não raramente, também fazem menção ao Disco Solar..

Ignium:  O traço mais característico de Ignium de tecmaturgos shurimanes certamente é a chama lançada que possui uma predominância do tom amarelo, puxado para o laranja dourado fazendo pouca menção ao vermelho. Normalmente possuem uma peça central flutuante feita inspirada no Disco Solar que projeta as labaredas, com a fumaça expelida sendo visível para quem não é envolvida por ela, como uma nuvem de uma tempestade de areia.

Irradiador de Projéteis: Dada a naturalidade que existe pela magia, uma aljava adornada com fios dourados e algum motivo shurimane funcionaria perfeitamente. Ah claro, menção ao Disco Solar? Com certeza também tem espaço aqui, ainda mais se for algo antigo, que foi encontrado em uma tumba e talvez tenha pertencido a soldados de um Ascendente em particular.

Precursor Magnético: Sim, mais Disco Solar. Essas peças feitas com base na aparência do Disco Solar flutuam há alguns centímetros do chão e possuem uma ligação a um medalhão que representa (você já sabe) o Disco Solar. Através da conexão entre as peças e o medalhão é possível direcionar essas torretas flutuantes para cumprirem a vontade de seu dono.

Transdutor Explosivo: Diademas são comuns na estética shurimane, especialmente entre as classes mais altas ou estudiosas. Dessa forma, um diadema dourado com cristais incrustados funciona perfeitamente como o dispositivo que sincroniza as ondas cerebrais de um tecmaturgo. As granadas por sua vez, podem visualmente explodir com uma chama amarelada lembrando o disco solar ou mesmo em uma nuvem de areia que fragmenta até desaparecer.

Vibrum:  Com a quantidade certa de magia, um pouco de areia suspensa gravitando a arma pode ser controlada a ponto de rodear uma arma em uma velocidade impressionante. Ou mesmo, sem rotacionar a arma, vibrar causando o efeito necessário para que uma Vibrum possa causar seu dano adicional.

Desculpe se apelei demais para o uso do Disco Solar, mas o mesmo pode até ser considerado o maior dispositivo já visto em Runeterra, uma vez que sua criação envolve noções profundas e avançadas tanto de magia quanto de tecnologia. 

A estética predominante nos dispositivos de Shurima se encaixa com os motivos dos metais que lembram o ouro e o sol, como o latão polido ou mesmo o cobre. Quanto à presença de areia e rochas, elas também podem fazer parte da constituição geral desses inventos, no entanto como preferência estética, os estudiosos mais nobres procuram evitar esses materiais menos nobres…. mesmo que ironicamente, a areia seja apenas rocha fragmentada.

Como Shurima está passando por um processo de ressurreição cultural e enquanto nação, muito do passado e do presente se confundem enquanto estética, lembrando que ainda assim, existe uma influência estrangeira grande na população que sobreviveu e em alguns casos receberam grande carga cultural de outras nações, principalmente a noxiana.

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